terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Cavaleiro e o Monge


"Eles estavam viajando juntos em silêncio até que o cavaleiro diz; Você vive na pobreza, nunca sentindo o toque de uma mulher, negando-se todos os prazeres...tudo porque acredita em Deus. Eu não tenho a sua fé, por isso rôo os ossos da Vida, nunca me negando nada. Já desobedeci todas as leis criadas pelo homem e pela Igreja, e não tenho medo das consequências porque não acredito no seu Deus.

Eu quero perguntar: E se a vida acabar no chão, com o homem sendo apenas comida de minhoca? Você terá perdido a vida inteira se negando por nada. E se vc morrer e descobrir que Deus não existe? O monge pensou um pouco, deu de ombros e respondeu: Acho que foi ficar triste. Mas diga-me um coisa senhor, e se você morrer e ele existir?"

Kevin Smith

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Os Trapalhões


pouco tempo atrás vi uma entrevista com Renato Aragão no Canal Brasil. O mais estranho pra mim foi
a tristeza no rosto do Didi, pode ser impressão minha mas, realmente ele nunca mais foi o mesmo depois
da morte de seus companheiros Zacarias (Mauro Gonçalves) e Mussum (Antônio Carlos).
O programa foi ótimo, cobrindo toda a carreira do comediante, desde seus primeiros trabalhos no rádio, na televisão
e no cinema (Na onda do Iê-Iê-Iê, de 1965). Infelizmente não tive o prazer de assitir os filmes dos trapalhões no
cinema, obviamente que me refiro aos mais antigos.

Apesar do Gugu, Xuxa e Angélica aparecerem na vida do quarteto com as "bombas": O Casamento dos Trapalhões, A Princesa
Xuxa e os Trapalhões e Os Trapalhões na Terra dos Montros devo dizer que o grupo também é responsável por um dos
melhores filmes brasileiros já produzidos: Os Saltimbancos Trapalhões (1981), uma espécie de Hair brasileiro - e
não só porque os dois são musicais. A verdade é que ambos traçam um cruel (e real) painel da situação de seus
países: Hair falava de guerra, drogas, liberdade e sexo, os Saltimbancos Trapalhões retratava nossas desigualdades
sociais, a corrupção dos poderosos, a fome e o drama dos menores abandonados.

Seja como for, muito me entristeceu ao ver a expressão de Renato Aragão na entrevista, ali está um sujeito que
teve uma vida maravilhosa, que trouxe alegria a milhões de crianças (eu entre elas) que sempre fará parte da
história do cinema nacional (além de empenhar-se na luta por melhores condições para as crianças carentes). Independente
do que venha a acontecer no futuro: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias sempre terão um lugar no meu coração. E nos de
muitos de vocês, tenho certeza.

Fabrício Carlos

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Alter Ego


"Eu sou um amante de revistas em quadrinhos, especialmente as que são sobre super-heróis, acho fascinate toda a mitologia que cerca os super-heróis, pegue o meu herói favorito: Super-Homem, não é um gibi excepcional, não é bem desenhado mas, a mitologia não é apenas ótima como é única, o mais importante sobre essa mitologia é que de um lado está o super-herói e do outro está o seu alter ego, Batman na verdade é Bruce Wayne, o Homem-Aranha é Peter Parker, ele precisa vestir um uniforme para se tornar o Homem-Aranha e é nessa característica que o Super-Homem é único, o Super-Homem não se transforma em Super-Homem, ele nasceu sendo o Super-Homem, quando ele acorda pela manhã ele é o Super-Homem, o seu alter ego é o Clark Kent, seu uniforme com o "S" vermelho é a manta que ele estava usando quando os Kent o acharam, aquela é a sua roupa.

O que o Kent usa; os óculos, seus trajes de homem de negócios, esse é o disfarce que o Super-Homem usa para se misturar entre nós, Clark Kent é como o Super-Homem nos vê, e quais são as características de Clark? ele é fraco e inseguro, ele é um covarde, Clark Kent é a crítica que o Super-homem faz da raça humana."

Quentin Tarantino

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Maurício de Souza



Meu primeiro texto, minha primeira comunicação, o que dizer? como escolher?

Passando em frente a uma banca de jornais no centro de Belo horizonte, me deparei com uma revista do Chico Bento, me senti nostálgico, minha mente retrocedeu no tempo, os anos 80, época dos cabelos desgrenhados e ombreiras, época em que o vídeo cassete era novidade e a turma da Mônica martelava em minha cabeça.

Qual é a importância desse autor em nossa cultura? Eu sempre considerei Maurício de Souza como um Walt Disney brasileiro, uma figura presente na literatura nacional, eu me lembro como se fosse ontem de todas aquelas animações, eu me assustava com o tema de abertura da Trans Vídeo (produtora que distribuiu o longa; As aventuras da Turma da Mônica de 1982).

Maio de 2004, o canal de televisão por assinatura; Cartoon Network estréia uma versão moderna das criações de Maurício de Souza, dos quais, assiti poucos episódios. Percebem a ironia? Como isso é possível? Como eu posso me lembrar tão bem de todas aquelas pérolas dos anos 80 e conhecer tão pouco sobre essas novas e poderosas animações digitalizadas de 5 anos atrás? Teria Maurício de Souza perdido seu "brilho"? Ou esse narrador perdido o interesse por desenhos? A verdade é que nunca duvidei do talento desse cartunista paulistano e tão pouco perdi o interesse por desenhos.

Orkut, Twitter e Blogs!! Esse é o mundo tecnologico, o mundo virtual, nós temos tempo para desenhos? sejam eles modernos ou não? ou melhor, nós temos interesse por esses desenhos? Uma pena que a resposta que me vem à mente seja a assustadora negação.

Fabrício Carlos