domingo, 25 de abril de 2010

O Gênio da Comédia


Charles Spence Chaplin Jr., nascido em Londres no dia 16 de Abril de 1889, ator, diretor, dançarino, músico britânico, mais conhecido como CHARLES CHAPLIN, no Brasil era conhecido como Carlitos, seu personagem de maior sucesso foi o Vagabundo (The Tramp). Um dos atores mais famosos da chamada "Era de Ouro" dos cinemas, além de atuar; produziu, dirigiu, escreveu, financiou e mais tarde compôs a trinha sonora de seus próprios filmes, faleceu no dia 25 de Dezembro de 1977 aos 88 anos em sua residência na Suíça após ter sido banido dos EUA em 1952 quando foi injustamente acusado de comunista.

Recentemente tive o prazer de rever; CHAPLIN de 1992 do diretor Richard Attenborough com Robert Downey Jr. no papel principal, o filme conta a trajetória do talentoso artista. Uma cena em específico não me sai da cabeça, em 1894 a mãe de Chaplin (Hannah Chaplin) que era cantora e atriz, foi vaiada e gravemente ferida por objetos atirados pela platéia no palco do teatro Aldershot após uma péssima apresentação (um problema de laringe acabou com a carreira da cantora), enquanto argumentava e chorava nos bastidores com seu gerente o pequenos Charles (com apenas 5 ANOS DE IDADE) subiu sozinho ao palco e cantou a música; "Jack Jones", muito popular na época. Acredito não ser necessário dizer mais nada.

Naquele momento se inicia a história de um GÊNIO, um humanitário, um garoto no corpo de um homem, um visionário que mudou a história do cinema mudo. Durante a Grande Depressão dos EUA e da ascensão de Hitler é duvidoso que outra pessoa tenha dado tanto prazer, divertimento e alegria do que Charles Chaplin. Em 1972 recebeu um oscar por toda a sua obra, um prêmio mais do que merecido embora tardio, um total de 81 filmes sendo apenas 5 falados e 67 completados antes de seus 30 anos, destaque para os ótimos City Lights (Luzes da Cidade) e The Great Dictator (O Grande Ditador) , ambos com um forte apelo de comédia e sentimentalismo.

Uma curiosidade que poucos sabem, Chaplin foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky, só não me pergunte quem venceu.

Fabrício Carlos

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma curiosidade sobre a Leitura


"De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso. A úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Vdaerde!"

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Abreviados


Antigamente as pessoas diziam: "Vosmecê concede a honra desta dança?" Com o passar dos anos fomos deixando a formalidade de lado e adotamos o popular você. "Você quer ouvir uns discos lá em casa?” O mundo definitivamente não se acomoda e na onda de tornar tudo mais prático e funcional, as palavras começaram a perder algumas vogais e se transformaram em
abreviaturas esdrúxulas, e você virou vc. “Vc q tc cmg?”

A linguagem não é estática, elas mudam de função, palavrões, gírias, nada se mantém os mesmos, a linguagem acompanha as exigências da época, ganham e perdem significados, qual é o espanto? Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém se espanta mais, ficamos no máximo surpreendidos, como eu fiquei no ano de 2005 quando a rede TELECINE abriu um horário às terças-feiras para exibir filmes com legendas abreviadas, tal qual acontece nos chats. Uma estratégia para conquistar a audiência mais jovem, naturalmente, mas e se a moda pegar?

Hoje, são as legendas de um filme. Amanhã, poderá ser lançada uma revista, e depois quem sabe um livro? Todo mundo ganha tempo escrevendo apenas com consoantes - adeus vogais. Às vezes me sinto um ancião, lamentando o quanto a vida está ficando miserável. Não se trata apenas dos miseráveis sem comida, sem teto e sem saúde mas, da nossa miséria opcional. Abreviamos sentimentos, abreviamos conversas, abreviamos convivência, fazemos tudo ligeiro, atropelando nosso amor-próprio, nosso discernimento, vivendo resumidamente. Todos espiam todos, sabem da vida de todos, e não conhecem ninguém. Modernidade ou penúria?

As vogais são apenas cinco. Perdê-las é uma metáfora. Cada dia abandonamos as poucas coisas em nós que são abertas e pronunciáveis.

Fabrício Carlos