terça-feira, 27 de outubro de 2009

Os Trapalhões


pouco tempo atrás vi uma entrevista com Renato Aragão no Canal Brasil. O mais estranho pra mim foi
a tristeza no rosto do Didi, pode ser impressão minha mas, realmente ele nunca mais foi o mesmo depois
da morte de seus companheiros Zacarias (Mauro Gonçalves) e Mussum (Antônio Carlos).
O programa foi ótimo, cobrindo toda a carreira do comediante, desde seus primeiros trabalhos no rádio, na televisão
e no cinema (Na onda do Iê-Iê-Iê, de 1965). Infelizmente não tive o prazer de assitir os filmes dos trapalhões no
cinema, obviamente que me refiro aos mais antigos.

Apesar do Gugu, Xuxa e Angélica aparecerem na vida do quarteto com as "bombas": O Casamento dos Trapalhões, A Princesa
Xuxa e os Trapalhões e Os Trapalhões na Terra dos Montros devo dizer que o grupo também é responsável por um dos
melhores filmes brasileiros já produzidos: Os Saltimbancos Trapalhões (1981), uma espécie de Hair brasileiro - e
não só porque os dois são musicais. A verdade é que ambos traçam um cruel (e real) painel da situação de seus
países: Hair falava de guerra, drogas, liberdade e sexo, os Saltimbancos Trapalhões retratava nossas desigualdades
sociais, a corrupção dos poderosos, a fome e o drama dos menores abandonados.

Seja como for, muito me entristeceu ao ver a expressão de Renato Aragão na entrevista, ali está um sujeito que
teve uma vida maravilhosa, que trouxe alegria a milhões de crianças (eu entre elas) que sempre fará parte da
história do cinema nacional (além de empenhar-se na luta por melhores condições para as crianças carentes). Independente
do que venha a acontecer no futuro: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias sempre terão um lugar no meu coração. E nos de
muitos de vocês, tenho certeza.

Fabrício Carlos

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Alter Ego


"Eu sou um amante de revistas em quadrinhos, especialmente as que são sobre super-heróis, acho fascinate toda a mitologia que cerca os super-heróis, pegue o meu herói favorito: Super-Homem, não é um gibi excepcional, não é bem desenhado mas, a mitologia não é apenas ótima como é única, o mais importante sobre essa mitologia é que de um lado está o super-herói e do outro está o seu alter ego, Batman na verdade é Bruce Wayne, o Homem-Aranha é Peter Parker, ele precisa vestir um uniforme para se tornar o Homem-Aranha e é nessa característica que o Super-Homem é único, o Super-Homem não se transforma em Super-Homem, ele nasceu sendo o Super-Homem, quando ele acorda pela manhã ele é o Super-Homem, o seu alter ego é o Clark Kent, seu uniforme com o "S" vermelho é a manta que ele estava usando quando os Kent o acharam, aquela é a sua roupa.

O que o Kent usa; os óculos, seus trajes de homem de negócios, esse é o disfarce que o Super-Homem usa para se misturar entre nós, Clark Kent é como o Super-Homem nos vê, e quais são as características de Clark? ele é fraco e inseguro, ele é um covarde, Clark Kent é a crítica que o Super-homem faz da raça humana."

Quentin Tarantino